Turma da Mônica
28/07/2004
 
Torneira aberta...
Temporada das torneiras abertas...

Aqui em casa a torneira da cozinha quebrou e se quisermos lavar louça, ela fica eternamente aberta. Quando quisemos fechá-la, tivemos que fechar o registro.

Bem... aí eu lembro que não consigo parar de chorar, quero saber onde é o meu registro geral. Socorro! Meus olhos já tão inchados... minhas rugas crescendo a cada instante e a paciência dos meus irmãos e da minha mãe está se esgotando... Não aguento mais chorar.

Tudo isso por causa do meu coração descompassado, que não sabe lidar com situações difíceis. A cada noite, dia e tarde, vejo meus sonhos desmoronarem. E aquele tempo de recomeçar insistindo em aparecer. Eu não quero recomeçar nada, quero continuar, porque estava bom assim. Como eu destesto o fim das coisas boas. Devia ser proibido!!!

Mas enfim... a torneira aqui de casa o encanador já consertou. Mas e minha crise de choradeira doida. Alguém se habilita???


27/07/2004
 
Orkut
Outro dia li a Roberta falar sobre o Orkut e que achava um absurdo o desconhecimento de alguns. Me senti a excluída. Não sabia nada sobre "aquilo". Grego pra mim.

Aí, logo depois, recebi um convite do Guto e depois do Fuji e comecei a me interar no assunto. Agora, já depois de um tempo e da mania ter pegado total, fiquei com vontade de entrar em um monte. Meta: participar de todos os orkuts amigos e de inimigos. Me internautizar...

 
Não sei mais o que escrever...
Não sei mais de nada... Não sei mais o que escrever... não sei o que vou ser qdo crescer... Não tenho mais planos, nem sonhos. Por um momento estou e sou vazia.

 

 

 

Viu quanto branco?! É a perplexidade diante de mim.

 
Fui atropelada
Esta noite fui atropelada.  E com o impacto esmagaram tudo dentro de mim... Está tudo em pedacinhos. Por um momento me desesperei, não soube como reagir e achei que nunca mais ficaria boa. Mas foi um lampejo. Depois, depois e depois de amanhã já estarei nova em folha. Questão de tempo e de cabeça.

 


23/07/2004
 
Sofrimento por antecipação
Tenho que ir pra cama... dormir. Mas embalei aqui nas palavras e gosto quando estou assim, com sangue de escritora. Preciso aproveitar essas minhas fases de "destravamento".

Bem... amanhã já estou imaginando meu JuJú por aqui, juntinho comigo, na minha cama, escutando as músicas latinas do filme do Che. Pena que sempre tem a hora de ir embora e acabo sofrendo com isso.

Que os meus momentos de amor e carinho com o Jujú se eternizem no tempo e que, de alguma forma, suas lembranças me consolem quando estiver no vale do Rio Thâmisa.

Sofro de sofrimento antecipado. Aliás... preciso me curar de vários males de uma mulher dramática.

 
Está morno...
Eu não estou feliz, nem triste. Sem maiores problemas. Apenas com uma pendenga nas minhas idéias em relação à rádio de Barueri, que não consigo chegar a uma idéia fantástica.

Estagnou. Sem saída. ____   Branco. Umpf! Morno.

Acho que preciso de inspirações e isso demanda "tempo livre". Preciso ficar um tempo paradinha só pensando...pensando, pensando. E aí as idéias que já estão morninhas, com um estalo esquentam e pronto! Resolvido! A super idéia é concebida por vocês, minhas queridas caraminholas.

Não dormi bem esta noite. As cobertas pesavam tanto sobre o meu corpo e o meu gatinho teimoso me incomodou a noite inteira. Devido ao frio e ao sono não quis fazer inalação... E aí conclui-se a noite mal-dormida. umas baitas olheiras pela manhã e um pouco de inchaço nos meus olhos. Até parece que chorei...

Tive um sonho estranho. Sofri por causa do Jú. Fiquei esperando ele durante mto tempo, mas ele não veio. Acordei com tanta angústia, que qdo vi que era tudo um sonho, custei a acreditar.

Será que eu tenho mesmo um gosto pelo sofrimento? Ou uma tendência para dramas mexicanos em minha vida? Não é possível que até os meus sonhos sejam novelas de lágrimas...

 

 
Idéias paradas
Ai caraminholas... minhas idéias andam meio paradas, assim como os carros e ônibus que passam pela Av. Rebouças. Que martírio e sofrimento o cidadão paulistano anda enfrentando ultimamente por causa das várias obras. Tomara que os resultados num futuro próximo compense todo este caos do momento.

Hoje, ao sair do trabalho e me deparar com aquele mar de carros, ônibus e  motos; sob a sinfonia de buzinas, roncos enfurecidos e britadeiras; e com a iluminação de luzes vermelhas e amarelas saturadas; resolvi ir a pé uma boa parte do caminho. E saí saí andando toda encapuzada devido ao imenso frio que se instalou por aqui.

Não acho ruim o "caminhar". Mas é que devido às obras, as calçadas estão todas quebradas e o pedestre fica meio sem opção. Fui à caça dos ônibus mais vazios... No fim da linha, já no Eldorado, não tendo encontrando muitas opções vantajosas, acabei pegando um Shopping Continental e fiz todo o percurso, do trabalho até em casa, em uma hora. Ufa! Cheguei antes que mta gente que preferiu ficar esmagadinho nos ônibus.

Mas quando tudo isso acabar, tenho fé que chegarei em apenas vinte minutinhos. Ai que sonho de consumo!

22/07/2004
 
Viagem...
Jujú vai viajar no final de setembro. Está totalmente feliz! Às vezes assemelha-se com uma criança que vai começar a escola, depois de alguns anos em casa assistindo sessão da tarde e tirando uma sonequinha.

Ontem fomos comprar um guia da Inglaterra para ele estudar sobre o país e não chegar lá sem saber de nada. Afinal viajar é desbravara e conhecer. Se não souber nada, não tem muito que aproveitar.

Depois, tomamos uma sopa quentinha  no Café Creme, que aliviou nossos espíritos e esquentou nossos ossos congelados. E ele agora brinca de imaginar as coisas por lá, os passeios, os costumes... Está se sentindo um aventureiro, como o Che no filme do Walter Salles.

Eu, caraminholas? Estou bem. Já estive pior. Depois de uma chuva de mensagens carinhosas, acho que meu coração se apaziguou.

 
Texto que tocou em mim
Já falei e disse aos ventos que as duas escritoras prediletas são a Martha M. e a Letícia W. Adiciono mais uma amiga conselheira, a Lya L. E o que elas têm em comum entre si? São três sul-rio-grandenses.

Desde esta minha constatação, fiquei com vontade de conhecer Porto Alegre. Cidade do frio... mas também dos livros, da literatura, do sentimento de Brasil, do palco da história e das mulheres fortes. E também suas cidades interioranas. Afinal, uma cidade do interior guarda mais segredos que tudo. Mais paisagens e pessoas... Mais clado para as inspirações da gente.

Li um texto da Letícia ontem quando fui dormir que me tocou tanto. Sua literatura tem fotografia, tem cheiro e textura. Sinto os personagens, como quem sente o cheiro de café pela manhã. Visualizo as cenas como num sonho meios desconexo. Fantástico como a Letícia consegue escrever assim... tão tocante n'álma.

 
Ah, Clarice...
Pois é, caraminholas. Tive um mês negro, mas sempre depois de uma forte tempestadade vem a temperança e a calmaria. E comigo não foi diferente. Agora estou mais na paz. E cheia de planos para colocar em prática.

Tive lendo o orkut do Fujita e olha que escritas sábias de Clarice L. Tudo que eu estava filosofando há algum tempo. E olha que eu li este livro há uns cinco, seis anos atrás e não me lembrava disso.

- O que é que se consegue quando se fica feliz? - sua voz era uma seta clara e fina (...). Queria saber: depois que se é feliz o que acontece? O que vem depois? - repetiu a menina com obstinação. A mulher encarava-a surpresa. - Que idéia! Acho que não sei o que você quer dizer, que idéia! Faça a mesma pergunta com outras palavras... - Ser feliz é para se conseguir o quê? Clarice Lispector, em "Perto do Coração Selvagem"


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