Turma da Mônica
30/04/2004
 
Lua casamenteira
Caraminholas... tantos devaneios e tristezas de ontem pra cá... Que nem dá para contar tudo num post só. E depois de tanto devanear, acho que este meu sentimento casamenteiro foi uma mistura de influência da Lua com TPM, da conversa que tive com a Liziê, com a leitura dos meus livros de amor e até da audição do novo CD do Arnaldo... E que CD que consegue exprimir meus sentimentos...

Mas o fato, para vcs entenderem melhor o que anda acontecendo comigo, foi que ontem eu o Jú nos encontramos, aos trancos e barrancos, depois dele ter ignorado TOTAL meu e-mail apaixonado. Ele disse que não recebeu, isso explica a indiferença. Entretanto, a MoMô já estava muito em pedacinhos por dentro e ficou o dia todo com os olhos úmidos, a ponto de chorar e desabar os seus sentimentos.

Ontem ele foi me buscar de carro no metrô, coisa que há muito não fazia. Me trouxe doces... Achei lindo! A bandeira branca estava hasteada e eu estava calma, porém arrasada. Foi só ele começar a falar de casa e procurar apartamento com a Márcia, que a MoMô não aguentou e armou o maior berreiro.

Puxa... na verdade, eu estava muito triste. Triste de soluçar. É como se fosse aquelas meninas que não quisesse ir pra escola sem a nova melissinha do mercado. A comparação é digna, sim, caraminholas. Qual é a menina da minha geração que não sonhava em ter uma melissinha?

Enfim... o que eu mais desejava naquele momento, como uma cena de novela, que ele dissesse que gostaria de morar comigo, com a MoMô e não com a irmã. Que ele tinha vontade de dividir a cama quentinha comigo e não sozinho. Que eu escolhesse junto com ele desde a almofada da sala, até o lustre do banheiro... Que comessássemos uma vida a dois ali, preparando o cenário para a chegada da Luísa que anseia tanto para chegar nesta vida de louco.

Como eu sei disso, caraminholas? A Luísa já é uma extensão minha, como sou da minha mãe. Eu sei de tudo. Pressinto muitas coisas sobre a Luísa.

Mas a vida real é vida real. Não é novela, nem ficção, nem filme de amor do cinema. É vida real com suas palavras frias e a razão imperando, como a grande e poderosa senhora das verdades. Não aconteceu nada disso e o Jú não quer a metade do que eu quero. Não é culpa dele, eu sei. Cada um sente de um jeito. Mas a sintonia dele tá mto longe da minha ainda. Ele tá nos 1510 Khz da AM e eu estou lá nos 90.5 da FM.

Não sei se ele compreendeu todos os meus sentimentos... Acho que não! Ele ainda não ouviu a música "Nossa Casa"do Arnaldo para saber do que estou falando... E acho que, mesmo que ouvisse, não sentiria nada. Um dia quem sabe... será tomado por este sentimento maior do mundo que é o amor e será acometido por esta síndrome de construir uma família, assim como eu.

Dizem que as mulheres amadurecem primeiro... Será mesmo? Estou me sentindo uma adolescente sem ter conseguido ficar com o cara mais bonito da sala e o Jú está lá, imponente, o homem super seguro e com muitas respostas para os questionamentos da vida. E eu aqui... sofrendo, remoendo e mais cheia de dúvidas do que nunca.

Eu sei que o golpe do destino, este golpe que nos deixa mole e vulnerável, fraca e feliz até o último... está me acabando aos pouquinhos.

Vou tentar, com todas as minhas "fibras"de uma mulher do século 21, investir em outras coisas, sem ser no amor.


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